Roteiro Turístico

Porches encanta por manter as suas raízes com mais de dois mil anos, apresentando alguns dos melhores atractivos do Algarve moderno.
 
As suas origens remontam ao tempo do domínio romano. A Ermida  de Nossa Senhora da Rocha oferece uma vista panorâmica única e representa a história e cultura do Algarve. O artesanato e a produção de vinho são seculares, representado a excelência das tradições e costumes do Algarve. 
 
A magia de Porches acontece quando esta tradição típica de Portugal convive em perfeita harmonia com todo um mundo cosmopolita que visita todos os anos os excelentes hotéis, resorts, restaurantes e campos de golfe desta região do centro do Algarve.
 
As praias únicas com as suas falésias e grutas, a tranquilidade da terra e a hospitalidade das gentes fazem parte da identidade de Porches, reconhecida em todo o Mundo através de quem nos visita ano após ano.
 
Para lá do mar, a paisagem consiste sobretudo em campos ondulantes revestidos por vinhas a perder de vista e pomares de sequeiro com amendoeira, figueira ou alfarrobeira. Nos barrancos e nos campos onde cessou o aproveitamento agrícola, crescem os matos ricos, exuberantes e sempre verdes do barrocal algarvio. Porches soube conservar as suas ruelas estreitas e calcetadas, as casas rústicas e luminosas, as chaminés rendadas e a mestria artesanal, materializada na cerâmica e olaria. 
 
Já a faixa litoral, essencialmente rochosa, caracteriza-se pelo desenho recortado da linha de costa, onde surgem paisagens inesperadas e verdadeiramente deslumbrantes, em permanente mutação pelo trabalho do tempo e dos elementos. As arribas, talhadas em rochas carbonatadas de tons ocres, são vulneráveis à acção das águas: do mar que as desgasta e escava e da chuva que as corrói, originando curiosos relevos rendilhados. Da persistência da água sobre a rocha resultam surpreendentes paisagens carsificadas onde se moldam leixões, algares, arcos e grutas. Mas não só o homem se deixou seduzir por esta paisagem, inúmeras espécies de aves e de morcegos elegeram estas formações rochosas como local de refúgio e criação.
 
As típicas chaminés de Porches são originais, coloridas e antiquíssimas. Vale a pena passear pelas ruas da vila e admirar os telhados antigos e chaminés. Cada uma era mandada construir de acordo com a riqueza da família. O mestre perguntava sempre em quantos dias queria que a chaminé fosse feita. Consoante os dias de trabalho, mais cara, maior e mais ornamentada seria. Uma das mais emblemáticas encontra-se sob a Casa Museu, na Rua da Chaminé. Possui uma torre de menagem, uma roda com raios e uma figura humana. Data de 1793. Na Travessa do Correio encontra-se outra, do século XVIII, com quatro faces. Destaque ainda para a chaminé do restaurante Leão de Porches, instalada num impressionante edifício recuperado do século XVIII. Aqui encontramos um leão coroado com folhas de videira. Diz a lenda, que há muitos anos apareceu na vila um leão bebé, e que terá sido criado com a família desta casa.
 
Outro facto interessante e pouco conhecido é que no interior da capela do Forte de Nossa Senhora da Rocha, por debaixo do altar, existe um género de passagem que liga por dezenas de metros a capela ao mar. Apesar desta se encontrar permanentemente fechada, o «buraco» foi vedado por questões de segurança.
 
Depois de entrar em declínio, a tradição oleira foi recuperada em finais dos anos 1960 pelo artista irlandês Patrick Swift e por Lima de Freitas, ao fundarem a Olaria Algarvia. Hoje, Juilet Swift é quem atende os que lhe entram pela porta atraídos pela curiosidade. 
 
As festas religiosas são um costume antigo e, mais recentemente, são realizados festivais gastronómicos com o intuito de promover a gstronomia da região.
 
Porches acolheu desde tempos imemoriais uma importante comunidade de pescadores. Atualmente e em função dos tempos, é o turismo e não a pesca que preside ao rendimento económico das populações. Porém é a pesca e o pescado que lhe conferem um travo de distinção. A pesca que se pratica é principalmente baseada nos covos para o polvo, mas o aparelho de anzol alvorado, com isco vivo, caranguejo na maioria das vezes, captura com sucesso espécies muito apetecidas como os robalos, douradas, corvinas e sargos. Os famosos “penachos” (pargos bandeireiros ou de bandeira) são aqui capturados à linha ao nascer do dia com os anzóis iscados com lula viva. As lulas não são só muito apreciadas pelos pargos, pois a pesca deste cefalópode também faz parte dos costumes desta comunidade, sendo feita essencialmente com recurso à toneira.
 
 
A VISITAR:
 
• IGREJA MATRIZ DE PORCHES
• CAPELA DA NOSSA SENHORA DA ROCHA
• POÇO SANTO OU DE NOSSA SENHORA
• CHAMINÉS DE PORCHES
• PRAIA DO VALE OLIVAL
• PRAIA DOS BEIJINHOS
• PRAIA DOS TREMOÇOS
• PRAIA DA COVA REDONDA
• PRAIA DOS CAVALOS
• PRAIA DAS ESCALEIRAS
• PRAIA DA PONTA DA ADEGA
• PRAIA DA SENHORA DA ROCHA
• PRAIA NOVA
• PRAIA DO BARRANCO
• PRAIA DO PONTAL
• PRAIA MORENA
• PRAIA DAS FONTAINHAS
• PRAIA DE ALBANDEIRA